É minha opinião que uma boa organização da actividade de toda esta população, nos locais referidos, obriga a uma particular e contínua atenção a um conjunto muito variado de aspectos. Trata-se de assuntos tão diversos como a circulação pedonal e de veículos, a ligação entre os numerosos edifícios, o funcionamento, quer das diversas escolas, quer das dezenas de centros de investigação e dos muitos serviços.
domingo, 18 de dezembro de 2011
A boa gestão da universidade e os campi
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Fundação UM: capítulo encerrado
Transcrevemos abaixo a mensagem e efectivamente ela tem o mérito de chamar a atenção para o facto de já não haver lugar a reabertura do processo, pois o próprio governo pensa aprovar uma nova lei-quadro das fundações (das fundações em geral, note-se), sendo no âmbito do novo regime que tudo se deverá processar.
Em consequência, comunica que a tutela "entende que se impõe diferir a decisão para o momento em que se encontre definido o novo regime jurídico das fundações". Em face do exposto, os conselheiros abaixo nomeados consideram que:
Concluem, assim, que após a aprovação do novo regime aplicável às fundações, não cabe à tutela retomar imediatamente qualquer processo de decisão sobre a matéria, sem que, previamente, o Conselho Geral da universidade analise, discuta e decida sobre os impactos da nova legislação e o sentido das alterações que vierem a ser introduzidas. É, portanto, à UMinho que caberá, uma vez mais, tomar a iniciativa e decidir quanto ao seu futuro.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
As práticas de praxe não abrandam
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Autonomia é responsabilidade
Mensagem recebida:
"A proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 incluía dois artigos restritivos da gestão das instituições do ensino superior que suscitaram de imediato a contestação do SNESup, foram um dos temas da concentração realizada junto ao MEC em 29 de Outubro, e da justificação do pré-aviso de greve emitido para 24 de Novembro, e determinaram a previsão da realização de uma Jornada de Defesa da Autonomia e Qualidade do Ensino Superior.
- o Artigo 42º, que alterava a Lei nº 62/2007, de 10 de Setembro (RJIES), e determinava que doravante as Leis do Orçamento e outras prevaleceriam sobre ela;
- o Artigo 43º, que, inadmissivelmente, fazia depender a contratação de pessoal, inclusive docentes e investigadores, de despacho casuístico do Ministro das Finanças (ou do Secretário de Estado da Administração Pública).
Podemos confirmar que o Parlamento, em votação realizada na passada sexta-feira, eliminou o artigo 42.º e substituiu a redacção do artigo 43.º por uma redacção que, embora crie algumas dificuldades, se baseia num princípio de livre contratação dentro do valor da massa salarial da instituição em 2011, amputado do valor dos subsídios de férias e de Natal.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A praxe é isto!
Telefonei de imediato para a reitoria – já não dá para telefonar para outro sítio – e fiz ainda outras diligências na sequência do contacto estabelecido. Não se pode ficar indiferente, nenhum órgão da UM pode ficar indiferente, a meu ver, quando situações destas acontecem. Não são só os alunos que fazem estas coisas que degradam, por essa via, a imagem da universidade, a do Minho e a portuguesa. Somos todos nós, membros da academia, que a degradamos quando não reagimos devidamente. É necessário pôr termo a estas coisas.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Momento muito complicado
Ainda sobre a situação da universidade, chocou-me ver tão poucos docentes (cerca de quatro dezenas) no recente Fórum–UMinho realizado no A1 (dia 9 de Novembro). Sei que a vida dos docentes não é fácil e vejo pela minha. Para além dos problemas pessoais e familiares que todos temos em maior ou menor medida, acresce uma vida profissional agitada com os deveres permanentes de estudo, de resolução de problemas relacionados com a docência e a investigação, de participação em colóquios e tantos outros. Professor que se empenhe não tem praticamente momentos livres e não faz tudo o que devia e muito menos o que gostaria.
Mensagem sobre os SDUM
"Sejamos justos! Os SDUM estão bem organizados e o atendimento dos/das funcionários/as é, pelo menos para mim, amável. O problema está na inflexível "burocracia" da chefia dos serviços.
– uma, a da renovação automática até ao limite temporal permitido do empréstimo domiciliário (e não é muito tempo);
– outra, a do aviso electrónico devidamente sinalizado e com pedido de resposta da entrada em incumprimento, dando um prazo para regularizar a situação (se não houver resposta deve averiguar-se o que se passa e não esperar que a conta da multa suba...)
P.S.: Como é óbvio, e apesar de tudo, não deixarei de frequentar os SDUM
domingo, 6 de novembro de 2011
Os contributos começam a chegar
sábado, 5 de novembro de 2011
UM: o desafio do planeamento estratégico
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Que bela mudança de governo!
Agora o PS está na oposição e as pessoas interrogam-se sobre o que vai fazer. Será que vai seguir o mesmo caminho do PSD? Esperar que ele faça muitas asneiras para tomar o lugar dele? Infelizmente, é o mais provável. Os dois principais partidos ainda não perceberam que a situação de gravíssima crise do país exige que se entendam para formar um governo de coligação (como fez, por exemplo, a Alemanha durante vários anos) para enfrentar e sair da actual situação?O confronto entre os dois maiores partidos na situação actual interessa a quem? E o Presidente da República anda a fazer o quê? Ele ainda não percebeu o que se está a passar no país? Contenta-se com meros apelos ao diálogo? Temos um mau governo e não se vê modo (por falta de audácia) de o melhorar. Como é natural, as universidades sofrem com isso, como está à vista.
(Sobre o governo das universidades e da do Minho em particular – e também sobre a actuação do CRUP – esperamos ter a oportunidade de dizer algo mais muito em breve).
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Braga: a crise da produção de padres, a Universidade do Minho e o ministro
Durante séculos, escreve, "a majestosa cidade de Braga especializou-se na produção de um produto: padres. Basta percorrer as monumentais ruas da cidade para perceber a importância que a religião e a Igreja Católica têm para a região. São edifícios e mais edifícios (muitos deles de grande dimensão) dedicados à produção e formação de sacerdotes. Hoje em dia a indústria de produção de sacerdotes bracarenses está em declínio". E depois de breves considerações sobre tal facto, pergunta "Porquê?". Dá, para além de referir outras secundárias, a seguinte resposta, para ele principal: "A grande causa do declínio da igreja católica em Portugal é simplesmente: a falta de competitividade. A indústria de produção de padres perdeu competitividade, pois os custos de produção de novos sacerdotes são demasiado altos e o preço do sacerdócio é extremamente elevado".
O ministro tem a receita e a Universidade do Minho está no bom caminho. Já a Igreja bracarense, segundo o ministro, que se cuide: está a contribuir para o insucesso nacional!
domingo, 30 de outubro de 2011
A necessária autonomia e o silêncio ministerial
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Desânimo
sábado, 22 de outubro de 2011
Uma circular infelizmente necessária
"A criação de um ambiente capaz de proporcionar a educação pessoal, social, intelectual e profissional dos estudantes e de promover uma cidadania activa e responsável é um objectivo essencial da universidade.
A consecução deste objectivo implica a existência das condições adequadas ao desenvolvimento das actividades académicas nos campi da universidade. A reitoria encontra-se fortemente empenhada em assegurar estas condições e, para tal, vem desenvolvendo múltiplas iniciativas junto dos estudantes e dos diferentes órgãos e responsáveis da universidade visando o reconhecimento, por todos, da importância da criação de um ambiente que estimule o trabalho académico.
A universidade não pode consentir acções daquela natureza, sob risco de permitir que seja posto em causa o seu papel de Instituição pública, responsável e plural, comprometida com a educação de todos e com a consecução plena da sua missão de promoção do ensino e da investigação.
A universidade condena veementemente todas as situações de violência física ou psicológica, coacção, abusos e humilhações. Tais situações violam e põem em causa os direitos fundamentais de todos e condicionam ainda o bom funcionamento da universidade.
1. Não são permitidas, nos campi, acções, habitualmente designadas por "praxe académica", que configurem ofensas à integridade e dignidade humanas;
3. Não são permitidas manifestações que, pelo ruído que provocam, perturbem o normal funcionamento das atividades académicas.
A reitoria exorta os estudantes da universidade a que pugnem pelos valores da liberdade, do respeito e da dignidade humana, pelo que se deverão opor activamente a práticas que os ponham em causa, seja nos espaços da universidade, seja no seu exterior.
Informação e opinião
E já agora: porque não há um espaço no site da universidade donde constem as provas de mestrado, de doutoramento e de agregação, os colóquios e tantas, tantas outras coisas que todos os dias recebemos? Este espaço de "todos" (que deveria ser utilizado com muita parcimónia) apenas deveria remeter por link quotidianamente para esse local. Consultá-lo-ia quem assim entendesse.
(Texto enviado, a 20 de Outubro, através de "todos", que é uma forma utilizada na UM para fazer chegar mensagens a toda a academia)
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Dificuldades informáticas
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A difícil crise
Mas uma pergunta enorme se coloca: são as medidas ontem anunciadas as mais apropriadas? Apliquemos à instituição em que trabalhamos: é com as medidas anunciadas que a Universidade do Minho vai funcionar melhor? Não se percebeu ainda que nesta instituição, como noutras públicas (e só destas falamos), muito se melhoraria com melhor gestão, quer em geral, quer em particular das unidades orgânicas e dos serviços, o que implica, para além de melhores decisões internas, uma maior autonomia e uma maior responsabilidade que as leis actuais não incentivam?
domingo, 9 de outubro de 2011
Crise!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Recepção deprimente
sábado, 17 de setembro de 2011
Regulamentos aos centos
A certa altura, depois de dizer que a lei pôs a cargo das universidades a tarefa de elaborar os regulamentos mais variados, escreve esta passagem que, a meu ver, vale a pena reproduzir:
O insólito da situação não deixará de impressionar mesmo os mais distraídos. Que se ganha com esta cacofonia regulamentar? Que valores, que interesses, que eficácia, se preservam com esta proliferação de normas e regras que, as mais das vezes, ou são inúteis, ou são prejudiciais ao regular funcionamento das instituições universitárias?
Tudo se regulamenta. Até há escolas em que, provavelmente em nome de princípios como a "transparência" e a "objectividade" foram criadas tabelas de "pontuação" das actividades dos professores que permitem a estes, mediante um simples cálculo, ajuizar sobre se devem apresentar-se a tal ou tal prova ou concurso. Fica-se a saber quanto valem exactamente actividades como a publicação de um livro ou de um artigo (cuja leitura, está implícito, é desnecessária), a participação num júri, o desempenho de um cargo administrativo. Num tal cenário, é de presumir que os júris das provas e concursos fiquem esvaziados de atribuições a não ser talvez a de verificarem se as contas estão certas." (fim de transcrição)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Os conselhos gerais das universidades: órgãos irrelevantes?
O Conselho Geral é um órgão colegial composto entre 15 a 35 membros, de acordo com os respectivos estatutos. Desses membros, pelo menos 51% são professores ou investigadores doutorados; pelo menos 15% são estudantes; e pelo menos 30% são personalidades externas de reconhecido mérito. Se bem repararmos, estes mínimos acabam por ser praticamente máximos, pois somados atingem 96%, restando 4%, percentagem que permite apenas acrescentar um, ou, por arredondamento, dois membros ao conselho e que na maior parte das vezes é utilizada, e bem, para incorporar um ou dois funcionários.
O Conselho Geral tem poderes muito importantes e, desde logo, o de eleger o seu presidente, que é, obrigatoriamente, um elemento externo; o de eleger também o reitor e de tomar, sob proposta deste, as deliberações fundamentais para a vida da universidade, tais como as de aprovar o plano anual de actividades e o orçamento; apreciar o relatório de actividades e aprovar as contas; criar ou extinguir unidades orgânicas (denominadas faculdades nas universidades tradicionais); e ainda, nomeadamente, o poder de fixar as propinas, aprovar o plano estratégico de médio prazo da respectiva universidade e as linhas gerais de orientação da mesma.
Não é preciso pensar muito para concluir que este sistema tem muitas virtualidades e pode ajudar ao bom governo da universidade, sendo seguramente melhor que o sistema anterior, assente fundamentalmente num reitor e num senado com excessivo número de membros e presidido pelo próprio reitor. O Conselho Geral pode, em boa colaboração com o reitor e com a participação dos elementos externos, potenciar muito o bom funcionamento e desenvolvimento da universidade em que se integra. Ponto é que o sistema funcione. E funciona? Pelo lado do reitor, não há dúvida. Ele e a sua equipa exercem funções a tempo inteiro, podem nomear o pessoal de apoio de que necessitam e conhecem ou têm a possibilidade de conhecer a vida da universidade a fundo.
O problema é o Conselho Geral. Ele é constituído por membros que têm, em regra, muitas outras tarefas a executar (são professores, estudantes, funcionários e personalidades externas, todos com uma vida intensa e que não recebem qualquer tipo de apoio ou estímulo), correndo o risco de não poderem dedicar a atenção devida ao conselho e cumprirem as tarefas que a lei lhes põe sobre os ombros. Efectivamente, é preciso ter em conta que há uma forma suave de exercer as funções de membro do Conselho Geral, que passa por preparar (se houver tempo) as reuniões no dia anterior, por assistir (quando for possível) às mesmas, discutindo e votando mais com base na confiança ou desconfiança que lhe mereçam as propostas do reitor do que com conhecimento adequado das mesmas e voltar, finda a reunião, à vida normal, ou seja, às exigentes tarefas fora do âmbito do conselho que ocupam a vida quotidiana dos seus membros. Se assim suceder, o Conselho Geral torna-se um órgão irrelevante, fazendo uma figura muito semelhante à de órgãos que muitos dos leitores bem conhecem como são, por exemplo, e só por exemplo, as assembleias dos municípios ou as assembleias e conselhos de muitas outras pessoas colectivas públicas e privadas.
Neste contexto, que dizer de conselhos gerais que funcionam quando muito com uma unidade de pessoal de apoio (geralmente técnico superior) que muitas vezes nem sequer exerce funções a tempo inteiro? O Conselho Geral não precisa, seguramente, das dezenas de técnicos superiores e administrativos que apoiam a reitoria, mas é possível conceber um Conselho Geral a funcionar bem sem uma equipa qualificada, ainda que reduzida, de pessoal de apoio? E, já noutro plano, pode funcionar bem, se forem postos entraves ao acesso à informação por parte dos membros? A experiência que vou tendo diz-me que o risco da irrelevância dos conselhos gerais no sistema de governo das universidades é grande. Essa mesma experiência não me permite, porém, ter ideias definitivas. Estas dependem da realização de um estudo que abranja, na medida do possível, todas as universidades públicas.
(Em Público, 14/09/11)
terça-feira, 13 de setembro de 2011
O CRUP e os cortes orçamentais
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Serviços académicos da UM
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A autonomia não é um direito...
Autonomia para gerir orçamentos?
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O Campus da Universidade do Minho visto do Bom Jesus
O Campus de Gualtar, que também faz parte da cidade (não se esqueça…), merece um olhar atento a partir do Bom Jesus. Ele impressiona pela positiva, mas também pela negativa. Pelo lado positivo, ele mostra-nos pela sua dimensão e pelo número dos seus edifícios uma das maiores universidades portuguesas. Sobre os aspectos negativos, falaremos de seguida. Antes de mais, deveremos dizer que o campus vai, ainda que possa parecer estranho, para além dos seus limites. A norte, entra pelos olhos o imponente edifício do novo hospital (O Hospital da Universidade, como deve ser chamado). Não se pode dizer que seja bonito nem que esteja bem situado. Está no alto de um monte encostado ao campus, mas fora dele. Parece aliás, visto de longe, que não tem acessos. Magoa, por outro lado, ver construções junto do edifício, do lado nordeste, que claramente não deviam ali estar. A sul, no outro extremo e também fora do campus, chama a atenção o espaço (ainda parcialmente verde) da Quinta dos Peões. A quinta que deveria ser da universidade e que por razões tristes, que não cabe aqui descrever, foi parar de mão pública à mão de particulares. Quer o hospital, quer a Quinta dos Peões, fazem naturalmente parte do campus e isso deve sempre ser tido na devida conta.
Mais para nascente ainda, numa larga faixa que faz face com a velha EN que conduz a Chaves e sobe até à via de circulação interna que atravessa o campus de nascente para poente, está um grande conglomerado de edifícios. Ali atropelam-se três complexos pedagógicos, a biblioteca geral e várias Escolas que não se distinguem devidamente umas das outras. É o campus da 1.ª fase, que foi crescendo ao longo dos anos (não é por acaso que os complexos pedagógicos são todos diferentes e não estão todos juntos). Fazendo parte deste conjunto, mas um pouco mais para nordeste, está o Pavilhão Desportivo que não se pode dizer bonito, mas está bem delimitado e visível .
Tudo isto que até agora dissemos remete para actividade de planeamento urbanístico de que nem a cidade nem a universidade são bom exemplo. A jovem Escola de Arquitectura da UM pode ter aqui um papel relevante. E a opinião pública, quer da academia, quer do município, devem ter a oportunidade de participar nas soluções. Têm esse direito. O município de Braga e a Universidade do Minho serão julgados positiva ou negativamente pelas gerações futuras pelo que se fizer no campus e à volta dele.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O corte orçamental para 2012, a UM e o CRUP
Neste momento, porém, o mais urgente é trabalhar com o Governo em vista do Orçamento de 2012, devendo o CRUP estar à altura da tarefa que lhe cabe. Na verdade, ao Governo o que importa é o corte global, já o modo como ele é distribuído pelas universidades pouco lhe interessa. Assim sendo, cabe ao CRUP fazer ao Governo, uma vez discutido e assente o corte global final, uma proposta razoável de distribuição das verbas para cada uma das universidades que o Governo meterá no Orçamento a aprovar pela Assembleia da República. Se o CRUP se demitir da sua responsabilidade ou apresentar uma proposta irrazoável, deverá responder perante a opinião pública. Importa estarmos atentos.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Pedido de "cessação de funções" de vice-reitora
Por ser tão parco de informação, permite várias leituras. Dele pode concluir-se, ora que a vice-reitora Margarida Proença, por razões pessoais, pediu a cessação de funções e o reitor acedeu de imediato, nem sequer insistindo (mas porque não foi dito isso no comunicado?); ora, pode concluir-se, por exemplo, que houve um desentendimento entre o reitor e a vice-reitora e ele foi ultrapassado com um pedido de demissão por parte desta, evitando-se assim uma sempre desagradável exoneração.
O reitor forma com os vice e os pró-reitores uma equipa de governo da universidade de que ele é o chefe. Pela formação dessa equipa e pela sua alteração, responde perante o Conselho Geral nos termos da lei e da al. e) do n.º 1 do artigo 29.º dos estatutos da UM. É do interesse da nossa universidade que o importante lugar agora vago seja bem preenchido e em curto espaço de tempo.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Os conselhos gerais perderam uma boa oportunidade
terça-feira, 16 de agosto de 2011
A Universidade Complutense de Madrid deve 149 milhões de euros
Mais em detalhe, o novo reitor, José Carrillo, que encomendou um estudo profundo sobre as contas da universidade, esclarece que, desse total, 51 milhões são devidos à Fundação Universidade Complutense e 15,3 milhões à Segurança Social. O pior é que a Complutense não tem liquidez e a previsão de pagamentos aos credores durante Julho e Agosto é "nula". Em 1 de Julho a Universidade Complutense tinha de saldo na sua conta 706.000 €. Coloco aqui estes dados apenas para dar conta do que pode suceder a uma universidade e tão qualificada como é a Complutense de Madrid e também dar nota dos perigos (apenas dos perigos) das fundações.
"La Fundación Complutense es una institución sin ánimo de lucro que se constituyó inicialmente en 1984 como resultado de la fusión de otras 18 fundaciones del entorno de la UCM.
Asimismo, desde la Fundación Complutense se lleva a cabo la gestión administrativa de proyectos de investigación, cursos de especialización y otras actividades como la organización de congresos o la difusión de la actividad investigadora a través de la participación en ferias especializadas y otros canales." (...)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Maior autonomia orçamental das universidades?
"Universidades vão ter mais autonomia orçamental (com vídeo).
Ministro anunciou que orçamentos dos estabelecimentos de ensino superior vão sair da esfera da Assembleia da República.
As universidades vão deixar de estar sob a alçada da Assembleia da República no que diz respeito ao enquadramento orçamental e voltam para a esfera do Governo.
O anúncio foi feito pelo ministro da Educação e Ensino Superior, Nuno Crato, no Jornal das 8 da TVI, em entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa e Júlio Magalhães.
No que diz respeito ao ensino superior, Nuno Crato defendeu ainda uma reorganização na oferta de licenciaturas: «Há muitos cursos, muitos nomes diferentes para o mesmo curso e ainda cursos duvidosos», criticou o ministro, que prometeu lançar novas regras para reestruturar a oferta".
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Fim de ano lectivo...
sábado, 16 de julho de 2011
Avaliação do RJIES e fusões...
Para além de considerar "absolutamente inevitável" fundir ou consorciar universidades e politécnicos, ficámos a saber que o Conselho Nacional de Educação, para avaliar do impacto do RJIES, realizou audições ouvindo os presidentes dos conselhos gerais e os reitores das universidades e os presidentes dos politécnicos. Foram ouvidos também membros dos Conselhos Gerais. Quanto a estes últimos era interessante saber quais foram ouvidos. Qual o critério de escolha seguido. Foi ouvido algum membro do Conselho Geral da Universidade do Minho? Há documento disponível relativo a essa avaliação?
Reunião do Conselho Geral de 18/07/11
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Programa do XIX Governo – 28/06/11
domingo, 26 de junho de 2011
Fusão de universidades?
Ventos favoráveis à fundação
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Não temos o direito de criticar
quinta-feira, 23 de junho de 2011
O modo de actuar de quem manda
terça-feira, 21 de junho de 2011
O Campus de Gualtar: problemas para debater e resolver
A Escola de Ciências da Saúde, por sua vez, está ainda mais distante, dando até a impressão que está situada fora do campus, isolada deste e do novo hospital. Melhorar a ligação de tudo isto é uma tarefa necessária e urgente. Um bom planeamento teria previsto estas situações e a forma de as resolver. Na falta dele, há que encontrar as soluções mais adequadas, abrindo debate sobre elas e elaborando um plano devidamente actualizado.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Existe democracia na universidade?
Ora, que dizer de uma Escola que organiza o processo eleitoral para apresentação de candidaturas a presidente da mesma e não aparece nenhuma? Algo de anormal, não é? Uma eleição sem candidatos... Em democracia, fora da universidade, há soluções para isso e a mais natural é a nomeação de uma comissão administrativa provisória até que se averigue o que se passa e se reabra, tão breve quanto possível, o processo eleitoral.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Hospital da Universidade
Hoje passei novamente por lá e, ao fazer a subida, vi, com agrado, uma seta que indicava "Universidade", apontando para o lado da Escola da Saúde. Na descida segui essa nova indicação e pude verificar que ainda há muito trabalho por fazer. Não só o acesso é mau, como faltam setas. Fui pelo caminho mais curto e depois de "esbarrar" com os muros que rodeiam a Escola da Saúde, vim parar junto dos Serviços de Acção Social, ou seja, dentro do campus, mas sem saída. Tive de dar a volta e com alguma paciência fui ter junto da actual entrada principal (lado nascente) do campus.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Reflexões sobre uma votação
Devo acrescentar que ao longo do período que precedeu a votação – e por muito que se possa discordar de um aspecto ou outro, como o da não consulta da academia – houve a possibilidade de apresentar argumentos a favor e contra, de modo a formar uma opinião e, assim, o resultado não oferece contestação. Dito isto, uma reflexão sobre a votação implica ver alguns aspectos com mais detalhe.
Desde logo, verifica-se que a votação entre os membros do conselho que são professores se traduziu num empate. Dos 12 membros, 6 votaram a favor, 6 votaram contra. Houve aqui um equilíbrio que deve dar que pensar. Por outro lado, esteve do lado dos professores, que votaram contra o regime fundacional, a reflexão mais trabalhada sobre este problema, nomeadamente através de publicações e documentos escritos. O que estes, em geral, temem é, para além de uma descaracterização da Universidade do Minho, como universidade completa que tem procurado ser, uma menor atenção aos ramos do saber menos rentáveis através da introdução de uma ideia de desvalorização do que não dá lucro muito própria do sector privado para o qual se quer remeter a UM, ainda que de forma parcial. Note-se que se deu luz verde para negociar a transformação da UM numa fundação pública de regime privado. É justo, porém, dizer que o reitor no próprio dia e, depois da votação, fez questão de chamar a si a defesa da Universidade do Minho como universidade completa e a defesa do equilíbrio entre as suas Escolas.
O resultado da votação dependeu, pois, do voto dos membros externos e dos estudantes. Quanto aos membros externos, julgo que foram sensíveis à ideia de que a fundação representa um regime jurídico mais flexível e adequado para a universidade atingir os seus objectivos, ainda que alguns tivessem o cuidado de chamar a atenção para os riscos que se poderão correr. Quanto aos estudantes, eles vieram de uma eleição recente (uma eleição pobríssima em debate e em participação, note-se), mas com um resultado que não deixou margem para dúvidas e que legitimou o sentido de voto.
E, agora? Agora, ainda que pessoalmente deseje que a lei seja alterada por forma a que haja um outro tipo de relação do Estado com as universidades, do que se trata é de fazer um acordo com o Governo que vier a ser formado (não com este, como é óbvio, pois não tem legitimidade para aprovar um decreto-lei) que seja o mais favorável possível para o projecto de desenvolvimento da Universidade do Minho, que deverá constar do estudo definitivo que acompanhará a proposta a apresentar. Nisso não há maiorias nem minorias, pois estamos todos do mesmo lado.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Razões de um voto
1.O actual regime jurídico da Universidade do Minho(UM), baseado na Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, é simples, está devidamente regulado e agrada-me. Ele assenta, essencialmente, na existência de um órgão deliberativo colegial (o Conselho Geral), composto por membros eleitos pelos corpos principais da academia (12 pelos professores, 4 pelos estudantes, 1 pelos funcionários) e por membros externos (6), personalidades de reconhecido mérito, por aqueles cooptados; num órgão executivo (o reitor), responsável perante o Conselho Geral (CG) que o elege e pode, em casos extremos, destituir; e num órgão consultivo (o senado académico).
3. Ora, se o Governo não cumpre este regime e trata a universidade como uma "simples repartição administrativa do Estado", como é voz corrente e não desmentida, que garantias teremos que o tratará diferentemente quando a universidade for fundação? A fuga para o regime fundacional em busca da autonomia pode revelar-se inútil.
5. Uma universidade que se preze não deve ir atrás desse engodo e antes lutar para que o Governo actue dentro da lei, respeitando os princípios acima referidos e a autonomia das universidades.
7. Por estas razões (e só estas bastam, ainda que haja outras) e porque vai entrar em funções um novo Parlamento e um novo Governo cujas ideias sobre esta matéria se desconhecem (esperando que sejam mais conformes aos princípios do Estado de Direito Democrático) não me parece de acolher a proposta de passagem ao regime fundacional da Universidade do Minho.
domingo, 29 de maio de 2011
Reunião do dia 30 de Maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Reitoria da Universidade do Porto
Na reitoria, fui rapidamente conduzido a um gabinete partilhado por outras funcionárias e pude concluir que, ao contrário do que sucede entre nós, o CG não tem uma funcionária inteiramente dedicada. Não pude falar com ela por estar de férias até ao dia 23 de Maio. A amabilidade das restantes funcionárias foi grande e levaram-me junto da antiga funcionária de apoio ao conselho e que agora presta serviço na reitoria.
O reitor Marques dos Santos é um convicto defensor da universidade–fundação e um dos argumentos que para isso esgrime e que para mim tem mais força é este: uma universidade não pode ser administrada como uma repartição pública administrativa. Quanto a isso não posso estar mais de acordo! Quanto ao resto...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Desvalorização do Conselho Geral
Os membros docentes do Conselho Geral cumulam as suas funções com as normais de professores e investigadores, que são, só elas, muito exigentes. Situação semelhante ocorre também com outros membros, também eles intensamente ocupados. Darei conta, a título de exemplo, do número total de páginas que deveremos ler com toda a atenção, para preparar a próxima reunião de 30 de Maio (muito mais de 200).
terça-feira, 17 de maio de 2011
Autonomia e dependências
Luís Pedro Pereira Coutinho, As Faculdades Normativas Universitárias no Quadro do Direito Fundamental à Autonomia Universitária – O Caso das Universidades Públicas, Coimbra, Liv. Almedina, 2004, p. 67, n.º 108.
domingo, 15 de maio de 2011
Colóquio de direito universitário
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Reunião extraordinária do Conselho Geral
O assunto principal da reunião era a discussão do estudo apresentado pelo reitor acerca das implicações da transformação da Universidade do Minho em fundação pública com regime de direito privado. Foi uma discussão muito mais breve do que a devida, pois começou apenas da parte de tarde com uma intervenção de mais de uma hora do reitor e terminou com um debate que demorou praticamente igual tempo. A reunião acabou pouco antes das 18h por razões de agenda de vários membros do Conselho.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Pergunta FMI/BCE/CE
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O regime fundacional garante a autonomia?
terça-feira, 3 de maio de 2011
As universidades–fundação são falsas fundações
domingo, 1 de maio de 2011
Demasiado silêncio
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Irresponsabilidade académica
As respostas podem ser muitas, mas escolho esta, que não é agradável: manifesta-se aqui muita da irresponsabilidade da nossa academia. A maior parte dos membros que a compõem, sejam alunos, funcionários ou professores, estão alheados dos problemas da sua universidade. Preocupam-se mais com os seus interesses. Não estão para se incomodar.
Curiosamente, este é um retrato não só da nossa universidade, mas, penso, das outras e, de certo modo, do país em geral. Depois não nos queixemos. Alguém se encarregará de tomar as decisões por nós...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Opacidade
Factos
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Estudantes – Linhas Orientadoras
É pena que os prazos sejam tão curtos e não haja, porventura, debates entre as listas concorrentes. Eles são importantes, não só para a escolha dos alunos, como para a academia. Interessa-nos a todos conhecer o que estes pensam sobre a universidade em geral e a UM muito em particular.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Breves apontamentos
2. Redigir estas notas, omitindo que Portugal pediu há poucos dias ajuda externa e que estão a decorrer negociações da maior importância para que o nosso país tenha, antes de mais, dinheiro para funcionar normalmente seria esquecer que as universidades portuguesas em geral e a nossa universidade em especial estão profundamente dependentes do êxito dessas negociações e, depois, da execução do acordo que se venha a alcançar. Não é assunto que nos deixe indiferentes.
3. Ontem assisti, em Gualtar, a boa parte de um fórum do reitor com os professores. Estavam presentes menos de vinte professores. Não é preciso fazer comentários. Ou será?
4. Alguém me chamou a atenção, noutra universidade, para o facto de a instituição em causa (com uma dimensão próxima da nossa) ter uma equipa reitoral de 11 pessoas (incluindo vices e pró-reitores). Fui ver a equipa reitoral da UM e ela tem 10 elementos. Embora não se possa fazer uma comparação sem mais fica a impressão que quase parece um governo da nação. Não será um número de membros demasiado grande? Deixo a pergunta para reflexão, pois não tenho resposta segura.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Petição dirigida ao Conselho Geral
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Doutoramentos Honoris Causa
No cortejo notou-se a ausência de muitos doutores e não passaram despercebidas, pelo menos aos membros do Conselho Geral, falhas de protocolo. Na verdade, só o Senhor Reitor saudou, como devia, este órgão. Os demais intervenientes ignoraram-no. Não o fizeram seguramente de modo intencional, mas porque não constava provavelmente do "guião" das saudações. Também não se percebeu a mudança de critério na ordem dos lugares dos membros do CG.
domingo, 10 de abril de 2011
O dever dos membros do Conselho Geral
terça-feira, 5 de abril de 2011
Quatro listas dos estudantes
Surpreende positivamente que em tão pouco tempo (cerca de duas semanas) tenha sido possível aos estudantes apresentar quatro listas, pois trata-se não só de indicar quatro candidatos efectivos e oito suplentes, como ainda de recolher pelo menos cem assinaturas de subscritores.
Vamos esperar pelos programas respectivos para ver qual a ideia que os estudantes têm da sua universidade e o futuro que para ela desejam. A opinião dos estudantes interessa a todos. Os seus representantes, uma vez eleitos, representam e defendem os interesses da UM como um todo e não os seus interesses meramente particulares.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Evolução do debate
Através da audição do Senado procurou-se ver para onde se inclina a opinião dos membros deste órgão. Como membro do Conselho Geral, entendo que a decisão que vou tomar dependerá não só de uma atenta ponderação das vantagens e inconvenientes. mas também da mobilização da universidade. Direi noutro momento o que entendo por mobilização da Universidade do Minho.