quarta-feira, 28 de março de 2012
Transparência, publicidade activa e bom governo
domingo, 18 de março de 2012
A grave situação das universidades e os conselhos gerais
O Presidente do Conselho de Reitores sublinhou que está tudo em causa, "desde a encomenda de papel para fotocópias à candidatura a um projecto de investigação científica". Os reitores reclamam a "delegação de competências pelo Governo para poderem continuar a contratar", tendo pedido nova audiência ao Ministro da Educação e enviado uma carta ao Primeiro-Ministro. Depois de destacar declarações de muita preocupação dos reitores das Universidades do Porto, do Minho, de Aveiro, de Coimbra e da Técnica de Lisboa, o JN, na mesma página 5, insere uma notícia em separado, informando que foi "alcançado acordo entre o Governo e municípios na lei dos compromissos" e refere, ao cimo da página, que o Ministro das Finanças, Vítor Gastar, desdramatiza dificuldades, acrescentando que muitas delas "não são reais" e que não haverá excepções. Lê-se isto e das duas uma: ou estas dificuldades não são reais, como diz o ministro, e então os reitores são uns exagerados, merecendo desde logo a crítica de alarmistas por parte dos conselhos gerais das respectivas universidades ou são efectivamente muito preocupantes e então pergunta-se: por onde andam os conselhos gerais (CG)? O natural seria que estes reunissem de imediato, dando seguimento à preocupação dos reitores, em plenário ou em comissões. A situação em que se encontram as universidades, conforme resulta do que foi dito na conferência de imprensa, é extremamente grave e os conselhos gerais, onde têm assento elementos provenientes da sociedade, se não se mostram nestas situações, então para que servem?