Neste momento deveria já estar a decorrer um debate elevado, mas largamente aberto e participado sobre os muitos problemas concretos que a nossa universidade possui para melhor orientar o nosso voto (a não ser que as listas que se candidatam, nomeadamente as dos professores, não tenham diferenças concretas de fundo neste aspecto). Estou convencido de que tais diferenças existem, mas a verdade é que não as conhecemos. Estarão à espera do período de campanha eleitoral marcado no calendário eleitoral (26 de Fevereiro a 11 de Março) para dizer o que têm para dizer? Vão dizer e debater tudo nesse curtíssimo período? Se assim for, do mal o menos, mas importa lembrar que os problemas da Universidade do Minho podem e devem ser abertamente discutidos antes, durante e depois das eleições. Não compreender isso é não compreender nem praticar o sistema democrático de governo das universidades e então é de perguntar se o merecemos.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
UM – Debater antes, durante e depois das eleições
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
O elogio do reitor ao Conselho Geral
Há eleições para o Conselho Geral?
UM, 17/02/13
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Alguns problemas concretos da UM
Passei parte deste fim-de-semana a ler as mensagens das três listas de professores e investigadores, também a lista dos funcionários e não li textos das listas dos estudantes apenas por dificuldade de acesso aos mesmos. Todas as mensagens, que li com agrado, têm textos apelativos de âmbito geral, mas não tocam, em regra, problemas concretos. Não deveriam as listas, durante este brevíssimo período eleitoral, mostrar que conhecem bem os problemas da UM e indicar soluções para eles? Ainda tal vai suceder? Atrevo-me a elencar , do meu ponto de vista, uma série de problemas concretos, sem arrumação temática ou hierarquia de importância, esperando obter das listas respostas para eles:
2. Não faz falta numa universidade com mais de 20.000 membros um jornal isento, de informação e opinião? Está o CG disposto a dar apoio a uma iniciativa neste âmbito que parta da academia (para o que, aliás, o actual reitor mostrou abertura)? De que modo?
3. O campus de Gualtar precisa de urgentes medidas que até não custam muito dinheiro (por exemplo, fazer uma melhor ligação das escolas situadas na parte poente aos complexos pedagógicos e à BGUM; resolver o problema da entrada principal, desde logo o da rotunda; tornar mais barato o acesso aos parques pagos subterrâneos de entrada livre, actualmente pouco utilizados). Que ideias têm as listas sobre estes assuntos?
5. E a Quinta dos Peões em Gualtar? É um assunto de que não se pode falar? Vai a UM perder um espaço (pelo menos parte dele) que já há muito lhe deveria pertencer?
7. E as contas da UM? A transparência e publicidade actualmente existentes satisfazem? Sabem os membros da listas quanto custa cada serviço, cada escola da UM? Isso é um assunto com interesse ou de interesse reduzido? O custo implica também conhecer as receitas. Conhecem? Não acham importante saber esses dados, principalmente para ver, ano a ano, a evolução e as razões da mesma?
9. A universidade, com largas centenas de professores e de funcionários, é um lugar natural de conflitos (concursos, relações com presidentes, directores ou com chefias) que devem ser resolvidos sempre que possível fora dos tribunais. Entendem as listas que faz falta (ou não) um mediador, conciliador ou entidade semelhante na UM ?
11. E a autonomia das escolas? É necessária? Em caso afirmativo, como pode/deve ser feita em concreto?
12. Fala-se numa mudança da rede do ensino superior a nível nacional a relativo curto prazo. As listas estão atentas? Mas estão apenas atentas? Não têm opinião? Ou acham este um problema menor?
E não há outros problemas concretos que devam ser abordados? A motivação/desmotivação dos docentes, investigadores e funcionários pode ser ignorada? As eleições são apenas para dizer coisas gerais e abstractas, ainda que importantes? E, já agora, que atenção vão dar as listas que encabeçam aos eleitores depois do dia das eleições?
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Eleições do Concelho Geral 2013 – O mais importante é saber quem vai ganhar?
Aliás, tenho a opinião de que a grande pergunta destas eleições não é mesmo saber quem vai ganhar. A pergunta que verdadeiramente interessa é saber se vai melhorar e o que vai melhorar na UM com estas eleições. E quando se diz melhorar, trata-se de procurar resolver os problemas que ela tem e que são muitos numa instituição com a dimensão da UM.
É necessário ouvir a voz das listas e, neste momento, nem sequer todas estão apresentadas à academia.
(Texto enviado hoje à academia no uso do direito e dever de participação eleitoral para o qual peço a atenção possível)