Não sabemos se as pessoas têm consciência disso, mas estamos a pouco mais de um mês de eleições e quando se reparar, o tempo já passou. Isto é dito porque não se vê ainda, e já se deveria ver, um debate sobre os problemas da Universidade do Minho. Debate que tem, é verdade, de estar sempre aberto, mas que deve ter um ponto alto em tempo eleitoral.
Aliás, tenho a opinião de que a grande pergunta destas eleições não é mesmo saber quem vai ganhar. A pergunta que verdadeiramente interessa é saber se vai melhorar e o que vai melhorar na UM com estas eleições. E quando se diz melhorar, trata-se de procurar resolver os problemas que ela tem e que são muitos numa instituição com a dimensão da UM.
Poderá dizer-se que o problema maior é o dinheiro e ele não existe. Porém, deve ter-se bem presente que é em tempos de dificuldades que a gestão tem de ser mais rigorosa, que não se pode facilitar e que há que encontrar meios para o essencial. E o essencial é motivar todos os membros da academia, desde os alunos aos funcionários e professores para as tarefas que à Universidade do Minho estatutariamente cabe cumprir.
É necessário ouvir a voz das listas e, neste momento, nem sequer todas estão apresentadas à academia.
António Cândido de Oliveira
Membro do Conselho Geral da UM
(Texto enviado hoje à academia no uso do direito e dever de participação eleitoral para o qual peço a atenção possível)