segunda-feira, 24 de junho de 2013

Manifestação dos professores universitários em Lisboa

Se estivesse em Lisboa ou perto não deixaria de participar na concentração que ocorreu junto do Ministério da Educação neste fim-de-semana. Temos um Governo que parece não compreender a importância do ensino e da investigação para o bem do nosso país.

Universidade de Coimbra é património mundial

A classificação da Universidade de Coimbra, na semana que findou, como património mundial pela UNESCO enche-nos a todos de grande satisfação. Estão particularmente de parabéns os que neste momento a compõem e dirigem, mas importa a este propósito e ainda para maior contentamento de todos, ter presente que a Universidade de Coimbra não pertence só àqueles que nela estão actualmente ou por ela passaram. Ela pertence a todos os portugueses. Antes de ser património mundial, é nosso património. É isso o que significa uma universidade ser pública e ser estadual.

A UM entre as 100 melhores jovens universidades do mndo

A classificação da Universidade do Minho entre as 100 melhores jovens universidades (com menos de 50 anos) do mundo é motivo de enorme contentamento. Só não se compreende porque não ficou em primeiro lugar de entre as portuguesas. Coisas de pontuação que gostaríamos de ver mais bem explicadas. Investigar e ensinar é a tarefa que preicsamos de continuar a desenvolver para manter e melhorar, se possível, a posição que ocupamos. Assim o Governo não desajude.

sábado, 15 de junho de 2013

Apresentação Pública do Conselho Geral da UM

Decorreu no dia 3 de Junho, em sessão realizada no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho, a apresentação pública do novo Conselho Geral da Universidade do Minho, já com todos os seus elementos. 

É minha convicção que este Conselho Geral tem as condições necessárias para desempenhar adequadamente as "funções que lhe foram confiadas", usando a expressão do seu presidente,  o Juiz Conselheiro Dr. Laborinho Lúcio.

A intervenção que fez é promissora, embora saiba, por experiência própria, que não é fácil a tarefa que o CG tem pela frente. Para além das dificuldades circunstanciais, nomeadamente as resultantes da crise, importa ter em conta que a lei não cuidou devidamente do estatuto dos membros deste órgão e o trabalho que lhes é pedido é muito e exigente.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Os estudantes no CG da UM (2009-2013): o que a academia não sabe

Subscrevo por inteiro estas declarações do Eng.º Luís Braga da Cruz ao Jornal Académico (JA), em Abril de 2013, e que retiro do próprio jornal: "(...) sinto que os estudantes não são muito activos no CG, ou seja, não estão permanentemente a querer falar, a discorrer e a fazer propostas. Normalmente, estão atentos ao que se passa, mas eu gostaria que interagissem mais em função de cada tema e não discutissem apenas propinas, que é o que acontece".

Quando as li interpretei-as como um estímulo aos estudantes, mais do que como uma crítica. Nunca pensei que dessem a polémica que deram e tivessem as consequências que tiveram. Antes de avançar, importa felicitar o JA, que fez uma excelente síntese do que ocorreu e me permitiu recolher informação que não tinha. Na verdade, por causa dos muitos afazeres que me têm ocupado, tudo isto me passou ao lado até à fase final da cooptação dos elementos externos.

Por muito que digam Carlos Videira e Luís Rodrigues, que muito estimo, o grupo dos estudantes membros do Conselho Geral (CG) foi muito activo nos problemas que tocavam directamente os interesses dos estudantes (propinas, praxe e acção social, fundamentalmente) mas muito ausente quando se debatiam outros importantes problemas da universidade. Para o comprovar é fácil. Basta consultar atentamente as actas do Conselho Geral destes últimos quatro anos.

Pode o Senhor Reitor qualificar como positiva a actuação dos estudantes mas isso é uma opinião e mesmo assim não deixou de dizer: "seria desejável que houvesse uma participação mais intensa e que os estudantes trouxessem outros temas, por iniciativa deles, para o Conselho Geral e participassem mais activamente noutros debates, certamente que sim". Foi isso exactamente o que disse Braga da Cruz.

Razão tem o colega Manuel Pinto quando afirma: "Não tenho muito mais a acrescentar. Constato isso e corroboro com o que Luís Braga da Cruz disse. Avaliando o número de intervenções dos estudantes, deduz-se que estes passam algum tempo calados nas reuniões. Limitam-se a assistir quando as matérias são algo onde não têm muito a dizer".

Pena foi que não falassem outros elementos do CG e aqui a posição do jornal ficou salvaguardada: "(o) Académico tentou, ainda, ouvir os elementos que encabeçavam as listas que recentemente foram eleitos para o órgão, mas tal não foi possível até ao fecho da edição".

É preciso ter a coragem de dizer que estas declarações merecedoras de aplauso e não de crítica do Eng.º Luís Braga da Cruz lhe custaram, muito provavelmente, o lugar de membro externo do Conselho Geral. E algo está muito errado quando tal sucede! E bem andou Braga da Cruz quando não cedeu perante a sugestão de dar o dito por não dito.

António Cândido de Oliveira
Membro do CG  2009-2013

Estudo sobre os Conselhos Gerais 2013

O NEDAL – Núcleo de Estudos de Direito das Autarquias Locais da Escola de Direito da Universidade do Minho e o Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra estão a ultimar um estudo sobre a organização e funcionamento dos conselhos gerais (CG) das universidades. As respostas ao inquérito enviado já obtidas e as entrevistas feitas contêm material abundante.

Estes órgãos fazem parte de um modelo de gestão das universidades que, em certos aspectos, está muito próximo do modelo municipal, principalmente quanto ao órgão deliberativo e fiscalizador. As assembleias municipais e os conselhos gerais das instituições de ensino superior públicas têm muito em comum.