Fui fazer a entrega cerca das 19h e embora esteja já habituado a ver pagar coimas, não esperava que se juntassem ali quatro leitores a desembolsar dinheiro. Uma aluna "PG" pagou 12 € e outras duas alunas pagaram 2 e 5 euros, fora os cêntimos. Eu paguei apenas 50 cêntimos. Em pouco minutos, os SDUM receberam mais de 20 €.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
SDUM – Mais uma vez apanhado na armadilha do regulamento
Certamente por motivo de uma pequena distracção, fui hoje notificado de que já estou em falta nos SDUM, devendo entregar um livro e pagar coima. O que vale é que, pela estratégia que adoptei, vou pagar apenas uma "multa de estudante" (50 cêntimos) e por isso nem vou resmungar muito. Deveria reagir. Deveria pôr em causa um regulamento que nos maltrata, mas o tempo é escasso.
Admirei a resignação com que as leitoras sofreram a sanção. Nem uma palavra de queixa e só eu pedi recibo (uma forma leve de protesto). Continuo a defender que não é assim que se deve tratar os utentes das bibliotecas da UM e que a sanção pecuniária deve ser aplicada apenas em casos de culpa grave devidamente comprovada. Mas não é isso que pensam, pelo que vejo, os nossos colegas do senado académico a quem cabe aprovar este regulamento, segundo julgo.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
A universidade e a sociedade - 10 de Junho
Devia escrever também sobre outras coisas, mas esta ocupa pouco espaço e vale a pena. Vale a pena ouvir António Sampaio da Nóvoa no dia 10 de Junho de 2012. Retiro dois brevíssimos excertos:
"É este o nosso problema maior: a ligação entre a universidade e a sociedade".
(...)
"Portugal tem hoje uma capacidade instalada nas universidades e na ciência que nos permite sair de uma posição menor, periférica...".
domingo, 3 de junho de 2012
O laboratório de nanotecnologia, os príncipes das Astúrias e a UM
No dia 31 de Maio, os Príncipes das Astúrias, Filipe de Bourbón e Letizia Ortiz, no âmbito de uma visita a Portugal, fizeram uma deslocação relâmpago ao Laboratório de Nanotecnologia, em Braga, sediado junto do Campus Universitário de Gualtar. Lá puderam verificar que neste instituto ibérico de "investigação de ponta" estão actualmente a trabalhar 11 das 40 equipas de trabalho previstas, contando com cerca de 80 colaboradores oriundos de 19 países. A capacidade máxima de ocupação do laboratório só deverá ser atingida em 2016, reunindo então 400 colaboradores, entre 200 investigadores, 100 alunos de doutoramento e outros tantos técnicos e funcionários de apoio à actividade de investigação. Segui até aqui, de muito perto, o Diário do Minho, o jornal que mais relevo deu à visita, dedicando-lhe metade da primeira página da edição de 1 de Junho com uma excelente foto. Não é preciso escrever muito para perceber a importância que este instituto que, não sendo da Universidade do Minho, tem para a nossa universidade. Esta tem de estabelecer com ele uma ligação muito estreita se quer ser, como deve, uma universidade de investigação de primeira linha.
Mas o instituto não recebeu apenas a atenção dos príncipes das Astúrias, numa visita que foi vista como "um sinal de apoio do INL". Também a Declaração Conjunta da Cimeira Ibérica realizada no Porto, a 9 de Maio, a ele se refere, dizendo:
"Os dois Governos reafirmaram o seu compromisso em dar um impulso conjunto adicional ao Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), acordando, nomeadamente, conforme as suas disponibilidades orçamentais, contribuir para o funcionamento operacional da infra-estrutura, intensificar colaborações com instituições de outros países, promover o INL a nível internacional e recrutar investigadores de excelência. Neste quadro, acordaram iniciar o processo de adesão de novos Estados-membros, com vista à integração do Laboratório no quadro das infraestruturas científicas de referência da UE." Esta declaração diz bem das sombras orçamentais que pairam sobre o instituto, em tempos de crise, ainda que, como teria dito o príncipe, "En peores horas nos hemos visto", referindo-se à situação dos dois países (El Mundo, dia 1 de Junho, p. 9).
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Não há assuntos de interesse para debater?
Quem visitar este blogue poderá pensar que não há assuntos de interesse relativos à universidade portuguesa em geral e à Universidade do Minho em particular para debater. Nada mais errado! No que toca apenas à Universidade do Minho, esta é uma comunidade com mais de 20.000 pessoas, cheia de temas e problemas do maior interesse. O que se passa é que não há um órgão de comunicação que os aborde devidamente. Por outro lado, no que me diz respeito, o tempo não dá para tudo e daí que não escreva neste espaço com a frequência que desejava.
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