quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Uma forma de "matar" o Conselho Geral

Como se pode fazer o trabalho devido como membro de um Conselho Geral se não há tempo disponível para tal? Se os membros estão de tal modo ocupados com tarefas docentes e de investigação e cada vez mais de índole burocrática que mal podem dispor de tempo para dedicar ao órgão de que fazem parte? É por isso que tem sentido falar da necessidade de um "estatuto" dos membros do Conselho Geral. Membro que não se ocupa regularmente da vida do Conselho Geral está "morto" e contribui para "matar" aquele que a lei considera o órgão máximo da universidade.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comportamentos que degradam a universidade

Na segunda-feira, dia 17, antes das 14h, para chegar da Escola de Direito ao Pavilhão Desportivo, uma distância superior a 300 metros, vi-me obrigado a sair várias vezes do passeio. Grupos de novos alunos, uns ajoelhados, outros em formação tipo militar, cumpriam as ordens que os alunos mais velhos, trajados, lhes davam. Em regra, berravam e bem alto, ocupando por inteiro a passagem. Ainda esperei pelo início da recepção no pavilhão, mas como se aproximavam as 15h e tinha diversas tarefas para fazer, voltei para a Escola. 

Foi pelos jornais de terça-feira que li, com destaque de primeira página, que "doutores" tinham abandonado a "receção ao caloiro" quando o reitor começou a falar, em protesto contra cerco à praxe na Universidade do Minho (Diário do Minho de 18/09/12). Este mesmo jornal explicava em ante-título que a "UM não admite coação de alunos ou ruído que perturbe actividades nos campi".

Como para mim é claro que os campi de Gualtar ou Azurém, não são lugares onde se possa permitir sequer a possibilidade de prática de actos de coacção sobre os alunos nem são lugares próprios para berrar, a saída dos "doutores" da cerimónia foi um bom sinal. Vai ser difícil educar velhos e novos alunos neste domínio ,mas vale a pena todo o esforço continuado para libertar os campi de comportamentos que não dignificam o espaço universitário.

domingo, 2 de setembro de 2012

Revisão do RJIES

O Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES) ainda não teve tempo sequer de provar o que vale  ou não). No entanto, o Governo, através do seu Ministro da Educação, já fala na sua revisão para muito em breve. E é assim que se fazem as coisas no nosso país. Publica-se uma lei e sem fazer a devida avaliação da sua execução faz-se uma revisão, com publicidade reduzida, pois claro. E as universidades não reagem!

A Universidade do Minho entre as 700 melhores

É certo que estes rankings são sempre discutíveis, mas de qualquer modo é bom saber que a Universidade do Minho está entre as 700 melhores do mundo a nível de publicações científicas e saber ao mesmo tempo que foi a que mais cresceu de entre as universidades portuguesas. De notar que este ranking baseia-se "em dados quantitativos relativos a publicações e citações de artigos, contabilizando os anos de 2006 e 2010" e é da responsabilidade da SCImago, que faz este trabalho pela terceira vez.

(Jornal Público, 31/08/12)

SJR

The SCImago Journal & Country Rank is a portal that includes the journals and country scientific indicators developed from the information contained in the Scopus® database (Elsevier B.V.). These indicators can be used to assess and analyze scientific domains.

This platform takes its name from the SCImago Journal Rank (SJR) indicator, developed by SCImago from the widely known algorithm Google PageRank™. This indicator shows the visibility of the journals contained in the Scopus® database from 1996.