Em outubro de 1993 iniciou-se a lecionação também em Braga, na Universidade do Minho, formando-se assim a terceira escola pública do ensino do Direito no nosso país. Depois surgiram mais duas escolas de direito em universidades públicas: a da Universidade do Porto em 1995 e a da Universidade Nova de Lisboa em 1997. Desde essa data não foram criadas novas e não é de prever que se criem, pelo menos nos tempos mais próximos. É já abundante a formação de juristas nas escolas públicas e privadas do país.
Importa no entanto referir que nesse mesmo ano de 1993 foi criado na Universidade do Minho, em estreita ligação com a licenciatura em Direito e para apoiar o seu desenvolvimento, o Centro de Estudos Jurídicos do Minho (CEJUR) que tem também uma história de 30 anos, que não cabe aqui descrever, bastando referir que, depois dos Seminários de Outono, com que iniciou a sua actividade, o CEJUR começou a publicar em 1996 uma revista de grande êxito a nível nacional denominada Cadernos de Justiça Administrativa (CJA) e mais tarde outras duas importantes revistas com o nome de Cadernos de Direito Privado (CDP) e Cadernos de Justiça Tributária (CJT). Este centro, que tem publicado também diversas monografias e organiza seminários, cursos e outras sessões, continuando bem activo, tem potencialidades que importa explorar, contribuindo para a afirmação da Escola de Direito da Universidade do Minho no país e fora dele.
Como aconteceu nos 10 e 20 anos da criação da Escola de Direito, os 30 anos são comemorados com uma obra, desta vez intitulada As Palavras Necessárias. Estudos em Comemoração dos 30 Anos da Escola de Direito por Ocasião do Centenário de Francisco Salgado Zenha. A associação do ilustre jurista bracarense a esta comemoração deve-se ao facto de ocorrer neste ano de 2023 o centenário do seu nascimento e estar integrada, por doação, na Escola de Direito, a sua muito valiosa biblioteca.
(Em Diário do Minho, 14/12/23)