quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comportamentos que degradam a universidade

Na segunda-feira, dia 17, antes das 14h, para chegar da Escola de Direito ao Pavilhão Desportivo, uma distância superior a 300 metros, vi-me obrigado a sair várias vezes do passeio. Grupos de novos alunos, uns ajoelhados, outros em formação tipo militar, cumpriam as ordens que os alunos mais velhos, trajados, lhes davam. Em regra, berravam e bem alto, ocupando por inteiro a passagem. Ainda esperei pelo início da recepção no pavilhão, mas como se aproximavam as 15h e tinha diversas tarefas para fazer, voltei para a Escola. 

Foi pelos jornais de terça-feira que li, com destaque de primeira página, que "doutores" tinham abandonado a "receção ao caloiro" quando o reitor começou a falar, em protesto contra cerco à praxe na Universidade do Minho (Diário do Minho de 18/09/12). Este mesmo jornal explicava em ante-título que a "UM não admite coação de alunos ou ruído que perturbe actividades nos campi".

Como para mim é claro que os campi de Gualtar ou Azurém, não são lugares onde se possa permitir sequer a possibilidade de prática de actos de coacção sobre os alunos nem são lugares próprios para berrar, a saída dos "doutores" da cerimónia foi um bom sinal. Vai ser difícil educar velhos e novos alunos neste domínio ,mas vale a pena todo o esforço continuado para libertar os campi de comportamentos que não dignificam o espaço universitário.