Passei parte deste fim-de-semana a ler as mensagens das três listas de professores e investigadores, também a lista dos funcionários e não li textos das listas dos estudantes apenas por dificuldade de acesso aos mesmos. Todas as mensagens, que li com agrado, têm textos apelativos de âmbito geral, mas não tocam, em regra, problemas concretos. Não deveriam as listas, durante este brevíssimo período eleitoral, mostrar que conhecem bem os problemas da UM e indicar soluções para eles? Ainda tal vai suceder? Atrevo-me a elencar , do meu ponto de vista, uma série de problemas concretos, sem arrumação temática ou hierarquia de importância, esperando obter das listas respostas para eles:
2. Não faz falta numa universidade com mais de 20.000 membros um jornal isento, de informação e opinião? Está o CG disposto a dar apoio a uma iniciativa neste âmbito que parta da academia (para o que, aliás, o actual reitor mostrou abertura)? De que modo?
3. O campus de Gualtar precisa de urgentes medidas que até não custam muito dinheiro (por exemplo, fazer uma melhor ligação das escolas situadas na parte poente aos complexos pedagógicos e à BGUM; resolver o problema da entrada principal, desde logo o da rotunda; tornar mais barato o acesso aos parques pagos subterrâneos de entrada livre, actualmente pouco utilizados). Que ideias têm as listas sobre estes assuntos?
5. E a Quinta dos Peões em Gualtar? É um assunto de que não se pode falar? Vai a UM perder um espaço (pelo menos parte dele) que já há muito lhe deveria pertencer?
7. E as contas da UM? A transparência e publicidade actualmente existentes satisfazem? Sabem os membros da listas quanto custa cada serviço, cada escola da UM? Isso é um assunto com interesse ou de interesse reduzido? O custo implica também conhecer as receitas. Conhecem? Não acham importante saber esses dados, principalmente para ver, ano a ano, a evolução e as razões da mesma?
9. A universidade, com largas centenas de professores e de funcionários, é um lugar natural de conflitos (concursos, relações com presidentes, directores ou com chefias) que devem ser resolvidos sempre que possível fora dos tribunais. Entendem as listas que faz falta (ou não) um mediador, conciliador ou entidade semelhante na UM ?
11. E a autonomia das escolas? É necessária? Em caso afirmativo, como pode/deve ser feita em concreto?
12. Fala-se numa mudança da rede do ensino superior a nível nacional a relativo curto prazo. As listas estão atentas? Mas estão apenas atentas? Não têm opinião? Ou acham este um problema menor?
E não há outros problemas concretos que devam ser abordados? A motivação/desmotivação dos docentes, investigadores e funcionários pode ser ignorada? As eleições são apenas para dizer coisas gerais e abstractas, ainda que importantes? E, já agora, que atenção vão dar as listas que encabeçam aos eleitores depois do dia das eleições?