quinta-feira, 9 de junho de 2011

Existe democracia na universidade?

Existe, pois! Na verdade se, por exemplo, o Presidente de uma Escola é eleito pelo Conselho de Escola, que, por sua vez, é eleito pelos docentes, alunos e funcionários ligados a essa Escola, quem pode dizer que não há democracia na universidade? É certo que não basta que a lei e os estatutos (da universidade e da Escola) estabeleçam a democracia. É preciso que ela seja depois praticada.

Ora, que dizer de uma Escola que organiza o processo eleitoral para apresentação de candidaturas a presidente da mesma e não aparece nenhuma? Algo de anormal, não é? Uma eleição sem candidatos... Em democracia, fora da universidade, há soluções para isso e a mais natural é a nomeação de uma comissão administrativa provisória até que se averigue o que se passa e se reabra, tão breve quanto possível, o processo eleitoral.

Mas há outras alternativas e uma delas é, na falta de candidatos, a eleição nominal do Presidente pelo Conselho de Escola. Não há candidatos, mas abre-se um período de debate sobre os problemas da Escola, com vista a uma escolha fundamentada. Mas se essa eleição se fizer, sem se dizer uma única palavra, escolhendo-se um presidente que sobre a Escola nada disse? Teremos então um Conselho de Escola mudo que escolhe um presidente igualmente mudo. Então talvez possamos concluir que na universidade, lugar de estudo e investigação, se inventou e pratica uma forma muito especial de democracia: a democracia muda!