A Universidade do Minho desenvolve a sua actividade essencialmente (mas não exclusivamente) nos campi de Gualtar e Azurém, neles circulando e trabalhando mais de 15.000 pessoas, entre alunos, funcionários e professores.
É minha opinião que uma boa organização da actividade de toda esta população, nos locais referidos, obriga a uma particular e contínua atenção a um conjunto muito variado de aspectos. Trata-se de assuntos tão diversos como a circulação pedonal e de veículos, a ligação entre os numerosos edifícios, o funcionamento, quer das diversas escolas, quer das dezenas de centros de investigação e dos muitos serviços.
Essa atenção global ao funcionamento dos campi (e não só) exige a dedicação de uma pessoa com a missão de os frequentar quase quotidianamente para ver o que está bem e deve servir de exemplo, bem como o que não está bem e deve ser corrigido. Não decidiria salvo questões simples. Veria e faria chegar o que observasse à reitoria. Muitos problemas, estou certo, se resolveriam facilmente e outros seriam devidamente encaminhados para uma boa resolução. Devia ser uma pessoa com autoridade reconhecida para exercer tais funções (pró-reitor ou administrador/gestor, por exemplo), uma pessoa que se preocupasse em ouvir atentamente as pessoas (as que trabalham e as que utilizam serviços e unidades) e facilmente acessível. Uma acessibilidade que se mediria não tanto pela facilidade de entrada no respectivo gabinete, mas antes pela facilidade de o encontrar nos campi. Estou certo que as vantagens que se retiraria da actividade desta pessoa compensaria os (poucos) gastos, até porque não era necessário sair da universidade para a encontrar. Não tenho dúvidas que a universidade ganharia muito – até do ponto de vista económico – com o exercício de uma tal função. Não compreendo, por isso, que ela não se exerça.