Qual o motivo que leva o reitor da Universidade do Minho a querer transformar a universidade numa falsa fundação? Há um bom motivo. Esse motivo repetidamente invocado é a autonomia, mas não deixa de ser irónico que se invoque a autonomia numa universidade que prescreve no artigo 1.º dos seus estatutos que ela "é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia estatutária, científica, pedagógica, cultural, administrativa, patrimonial, financeira e disciplinar". Ou seja, a UM tem autonomia garantida nos estatutos, mas o Governo não a respeita. Ora, quem nos garante que o Governo (seja ele qual for) vai respeitar a autonomia se a UM passar ao regime de "fundação"?