sexta-feira, 24 de março de 2017

As eleições para o Conselho Geral da UM: duas em uma

Pela primeira vez, uma universidade portuguesa procedeu à eleição dos membros do Conselho Geral da Universidade utilizando o sistema do voto electrónico. Por este meio, a contagem foi muito mais rápida e no próprio dia de eleições (dia 21), ao princípio da noite, os resultados foram publicitados através de uma comunicação da Comissão Eleitoral. O processo de votação teve alguns problemas, mas, ao que parece, menores. 

Sobre os resultados, os jornais Correio da Manhã, Diário do Minho e o Jornal de Notícias davam logo, no dia 22, informação mais ou menos detalhada. Como neste espaço foi anteriormente dito, os professores e investigadores elegiam 12 membros internos do Conselho Geral, os estudantes 4 e os funcionários 1.

A participação eleitoral foi elevada no corpo dos professores e investigadores (84%) e dos funcionários (79%), mas muito baixa no dos estudantes (8,5%). Alguns estudantes queixaram-se, aliás, da demora do tempo de voto.

A lista dos professores/investigadores encabeçada pelo até há pouco vice-eeitor da Universidade do Minho, Prof. Rui Vieira de Castro, ganhou muito expressivamente estas eleições, tendo obtido 8 dos 12 lugares em disputa. Por sua vez, a lista Universidade Cidadã, com tradição na universidade, desta vez liderada pelo Prof. Óscar Gonçalves, obteve 2 lugares. Finalmente, a lista encabeçada pelo Prof. João Monteiro, que surgiu como novidade nestas eleições, obteve 2 lugares.

Nos estudantes, a lista mais próxima da AAUM, encabeçada pelo presidente desta associação, Bruno Alcaide, obteve 3 lugares e a outra lista 1. No que respeita aos funcionários, ganhou, à primeira volta, a lista encabeçada pelo Dr.  Vítor Soares.

Estas eleições acabaram por se traduzir, também, na eleição do novo reitor, pois apesar do processo complicado que é a eleição para este cargo, com um procedimento que envolve um concurso público internacional, mas termina com uma votação pelo Conselho Geral, o reitor está eleito e será o Professor Rui Vieira de Castro, que para tal mostrou disponibilidade, e dados os resultados verificados,  que lhe foram largamente favoráveis.

(Em Diário do Minho, 24/03/17)