domingo, 13 de outubro de 2013

Eleições para reitor da Universidade do Minho – 2013 (III)

Sobre os aspectos negativos do programa começo por dizer que falta, a meu ver, um diagnóstico claro dos problemas da universidade. Há problemas na Universidade do Minho que devem ser debatidos e resolvidos.

Será, por exemplo, que os serviços da UM estão, todos eles, em níveis elevados de organização e funcionamento, nada havendo a fazer para os melhorar? Se tal não sucede, como certamente estaremos de acordo, quais são aqueles que merecem uma actuação mais imediata e em que sentido? Ligado a este problema está um outro. Há um bom aproveitamento dos funcionários da Universidade do Minho? Penso que não e que não se reconhece devidamente o mérito e potencialidades de um bom número deles.

As Escolas, por sua vez, funcionam todas no mesmo patamar de qualidade científica e pedagógica. Não haverá nada a fazer neste domínio com a delicadeza que esta área merece?

A UM é uma organização grande e complexa. Ela deve estar permanentemente sob observação e auscultação. Faz falta, ao nível da reitoria (sem aumentar a equipa), um elemento que tivesse a tarefa de andar a percorrer regularmente os campi por dentro e por fora para observar e ouvir. Há tanto para ver (coisas boas e menos boas) e era muito importante ouvir professores, funcionários e alunos nos locais de trabalho. Não basta atender as pessoas, é preciso ir ao encontro delas. A UM muito teria a ganhar – na sua organização e funcionamento – com o trabalho desse elemento que teria de ser muito bem escolhido.

O sítio da internet da Universidade do Minho em vez de ser um sítio igual aos outros (publicidade, propaganda) deveria distinguir-se por ter uma primeira página onde se pudesse saber o essencial sobre ela (data da criação, número de alunos, número de professores, número de funcionários, número e nome das escolas, número e nome dos centros de investigação, património, receitas, despesas, etc.) com links para desenvolvimentos. Numa palavra: informação! As universidades mais próximas deste tipo de informação são – e não por acaso – a Universidade do Porto ("Sobre a UPorto") e a Universidade de Lisboa ("Factos e Números"). A UM podia e devia fazer melhor.

(Texto escrito no fim de semana e sem o tempo que esperava ter disponível, 12/10/13)

(continua)