O debate foi útil, mas o modelo, perguntas de 2 minutos de cada membro do conselho (agrupadas em blocos de 5) e resposta do candidato no fim de cada bloco, não ajudou à vivacidade. No entanto, foram colocadas perguntas com interesse. Registamos apenas algumas, por brevidade, correndo o risco de omitir injustamente algumas e tendo em conta também uma ausência minha por um período de 15 minutos.
Licínio Lima referiu a contradição do programa, que numa parte se afasta do referencial técnico-empresarial, aproximando-se do referencial democrático-participativo (o que aplaudiu), mas depois inclui toda a ganga do modelo formalista-racionalista com uma fortíssima carga burocrática, lembrando de passagem que desmaterialização não significa de nenhum modo menos burocracia. Bem tentou António M. Cunha dizer que a burocracia que se pede aos professores é pouca (sumários, programa, métodos de avaliação e bibliografia), que as aplicações informáticas são amigas e necessárias, que o pensamento livre e cidadãos críticos são bem recebidos na universidade, mas notou-se que Licínio Lima (só ele?) não ficou convencido.
Fernanda Ferreira agarrou o tema constante do programa de candidatura da participação dos diversos corpos na vida da universidade e dos mecanismos previstos para o efeito, chamando a atenção para a importância da motivação do pessoal, nomeadamente não docente. Sobre os mecanismos de participação, António M. Cunha lembrou a realização de "fóruns" (a continuar) e acabou por transferir a responsabilidade nesse domínio para os trabalhadores, que incentivou mesmo a formarem uma "comissão de trabalhadores". Eu por mim falava já com o Conselheiro Carvalho da Silva!
O tema da empregabilidade, da ligação da UM às empresas esteve presente várias vezes, mas a dificuldade do assunto ficou bem patente.
Laborinho Lúcio, presidente do Conselho Geral, em última intervenção, no contexto da importância do diálogo dentro da universidade e da "cidadania crítica", questionou António M. Cunha sobre o que era de esperar na relação que teria com o CG. O candidato mostrou abertura e manifestou apreço pela figura do Conselho Geral no regime das universidades e nomeadamente pelo CG da Universidade do Minho.
(14/10/13)