quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Processo de formação das listas para o Conselho Geral

Segue o segundo texto sobre as eleições para o Conselho Geral da UM. Matérias para abordar não faltam. O tempo é que é curto.

Por uma forma mais democrática de formação de listas para o Conselho Geral da UM

A prática corrente de formação de listas é a de iniciativa de alguns interessados que lideram o processo de formação, contactando e convidando as pessoas que conhecem e se mostram interessadas.

É um processo democrático, pois todos têm a possibilidade de iniciativa e todos podem ser contactados, mas haveria, a meu ver, um processo muito mais democrático e participado de formar listas que passaria por uma chamada à participação dos membros da academia já nesta fase.

Uma lista em formação convidaria, nomeadamente através deste meio, "todos" os membros da academia, dentro do respectivo corpo, para participarem no processo, informando as linhas muito sumárias e os objectivos da lista e mostrando-se aberta à participação, ora como candidatos, ora como subscritores ou apoiantes, aqueles que se sentissem identificados com a lista. Ao mesmo tempo, manifestar-se-ia aberta a sugestões ou críticas. Por este método ninguém poderia dizer que não tinha sido chamado a participar. Teria essa oportunidade. E assim não aconteceria o que acontece nos dias de hoje em que, julgo, muito mais de 90% de cada corpo de eleitores não tem sequer uma palavra a dizer sobre a constituição das listas. Esta chamada à participação teria assim um fim também de responsabilização dos membros da academia.

O que acabámos de escrever mais não é do que a mera opinião de quem considera que a democracia implica um processo contínuo de aprendizagem e que as universidades têm nesse domínio especiais responsabilidades.

António Cândido de Oliveira
Membro do Conselho Geral da UM