Defendo a opinião daqueles que entendem que faz falta a circulação de informação e de opinião na Universidade do Minho. Não é muito forte essa corrente, pois de outro modo exigir-se-ia que uma academia com mais de 20 mil pessoas (alunos, docentes e funcionários) tivesse um jornal de qualidade com publicação regular. Já houve, há alguns anos, uma tentativa, bem estruturada, tendo um professor da casa muito qualificado como director. Mas o fim dessa experiência, que nunca foi bem explicado, e o silêncio subsequente mostram bem o estado da academia. Este assunto tem sido objecto de debate e ainda recordo palavras do actual reitor, dizendo que a UM não tomaria a iniciativa nesse âmbito, invocando até a independência que uma tal publicação deveria ter, mas que não deixaria de ter em atenção uma actuação nesse domínio. De que estão à espera os nossos colegas (professores e alunos) do âmbito da comunicação social? Os tempos são difíceis é certo, mas é neles que é mais necessário agir. Até porque os modernos meios teconológicos ajudam. A Universidade do Minho só teria a ganhar, sabendo nós a qualidade dos nossos docentes e alunos do ICS, com um projecto nesse âmbito.