sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dia da Universidade: alguns apontamentos

Muito haveria a dizer sobre o Dia da Universidade hoje comemorado. Na impossibilidade de tempo (e um primeiro apontamento para a muito interessante oração de sapiência do colega Armando Machado, da Escola de Psicologia, que versou exactamente o tempo e a sua percepção) para uma descrição, seguem breves notas.

A intervenção do reitor, ainda que um pouco longa, teve conteúdo e dava matéria para largo comentário. Apenas duas afirmações (pena é que o discurso não esteja já disponível no site da UM para as reproduzir integralmente):

"Apesar das dificuldades, estamos a cumprir o programa de acção para 2009-2013" (Pode concluir-se daqui que os cortes do Governo apenas atingiram, até agora, as "gorduras" da UM?)

"A autonomia das universidades é atacada todos os dias e ainda esta semana o decreto-lei de execução orçamental..."

(Ainda existe autonomia depois de tantos ataques?)

A curta intervenção do Presidente da AAUM foi demasiado reverente, desde logo em relação ao reitor, mas também em relação ao Governo. A irreverência (que não implica má educação, mas exige dizer coisas que só os estudantes sabem dizer) anda desde há muitos anos arredada destes discursos. Fica a sensação de uma AAUM submissa.

A intervenção do Secretário de Estado do Ensino Superior não correspondeu às expectativas. Quem esperava, como eu, uma intervenção política séria sobre o ensino superior e seus problemas actuais continua à espera.

(Fique-se pelo menos a saber que continuam a ocupar boa parte do tempo dos governantes problemas burocráticos como rimas de papel e a mudança de verbas de uma rubrica para outra...).

Uma nota final ainda: a quantidade de pessoas que acorrem a esta cerimónia anual impressiona e deve obrigar-nos a reflectir.