A intervenção do reitor, ainda que um pouco longa, teve conteúdo e dava matéria para largo comentário. Apenas duas afirmações (pena é que o discurso não esteja já disponível no site da UM para as reproduzir integralmente):
"A autonomia das universidades é atacada todos os dias e ainda esta semana o decreto-lei de execução orçamental..."
A curta intervenção do Presidente da AAUM foi demasiado reverente, desde logo em relação ao reitor, mas também em relação ao Governo. A irreverência (que não implica má educação, mas exige dizer coisas que só os estudantes sabem dizer) anda desde há muitos anos arredada destes discursos. Fica a sensação de uma AAUM submissa.
(Fique-se pelo menos a saber que continuam a ocupar boa parte do tempo dos governantes problemas burocráticos como rimas de papel e a mudança de verbas de uma rubrica para outra...).
Uma nota final ainda: a quantidade de pessoas que acorrem a esta cerimónia anual impressiona e deve obrigar-nos a reflectir.